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Domingo, Maio 20, 2007

Prazeres

É muito bom estar em casa!...
Ontem a minha casa cheirava a morangos... Resolvi fazer compota desta fruta para não ter que comer os conservantes daqueles frasquinhos que duram anos sem se estragarem...
Já comi muito disso, quando trabalhava... Agora que estou reformada, posso dar-me ao luxo de comer coisas boas. E além disso, dá-me prazer fazê-las.
Haverá, sem dúvida, quem ache mal empregado este tempo dedicado às coisas domésticas...coisas sem nível intelectual....blá,blá,blá,blá...
Para mim, contudo, que passei tantos anos a percorrer e a estudar os inconfessáveis e tortuosos caminhos da psicopatologia de cada um...isto é do melhor que há!
Que se há-de fazer?!... Prazeres!

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Sábado, Maio 05, 2007

Dia da Mãe

Agarrei numa série de fotografias e a minha vida abriu-se num decorrer de dias, de situações, de lugares... aqui estava eu ao colo da minha avó, aqui estava a minha mãe a dar-me de comer, aqui o meu filho agarrava-se ao botão da minha blusa, aqui foram os sete anos dele... dias e dias decorrem na minha cabeça e com eles a minha vida.
Qual destes dias foi realmente o Dia da Mãe?

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Quarta-feira, Março 21, 2007

O inverno voltou. Pensei que já podia ir lavando as roupas de inverno para serem guardadas devidamente até ao próximo ano, mas o tempo fez-nos a partida e voltei a agarrar nos casacos quentes e nas camisolas de gola alta...
O barulho do vento faz-me sentir o aconchego da casa e enche-me de uma saudade das coisas que não sei.
Fecho as janelas e fico a olhar para o baloiçar dos ramos e enrolo-me numa saudade antiquíssima.
Dizem que é da posição da lua em relação à terra...
Não sei...
O que tem isto a ver com o que eu sofro ou sinto?

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Sábado, Março 17, 2007

DIAS TRANQUILOS

Tenho andado indecisa...tantas coisas que deveria fazer e que se vão arrastando dia após dia sem que eu tenha vontade de começar... Digo a mim própria que não pode ser assim, que tenho que tocar a vida, que...que...que... (frases feitas sem significado nenhum).

Entretanto vou disfrutando destes dias amenos, deste prazer de andar a pé, de olhar as coisas como se nunca as tivesse visto.
E de certo modo é sempre a primeira vez...

Há dias estive numa praça, das muitas que há em todas as zonas velhas das cidades. São praças sombreadas por árvores centenárias; as pessoas vêm para as portas, ao cair das tardes falando das coisas quotidianas, das suas vidas,e do que pensam delas...

Estive lá até mesmo ao escurecer.

As empregadinhas das lojas cruzavam a praça, apressadas, nos caminhos de regresso a casa.Havia cães por ali deitados, sob o olhar indulgente dos donos. As crianças passavam pela mão das mães,num silêncio cansado de brincadeiras.

Não posso dizer que estivesse só...

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Sexta-feira, Março 09, 2007

tarde

Está um ar morno...

Vou dar um passeio a pé até ao rio.

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