Apetece-me fazer minhas as palavras de Gao Xingjian e dizer:
«Tu sabes que não faço mais nada senão falar comigo mesmo para distrair a minha solidão. Sabes que a minha solidão não tem remédio, ninguém pode consolar-me, só possso recorrer a mim como parceiro das minhas conversas. Neste longo monólogo, «tu» é o objecto do meu discurso, de facto, é um eu que me ouve atentamente, «tu» és apenas a sombra de mim».
Assim começo hoje o meu dia...