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Sexta-feira, Outubro 27, 2006

segredo

Tinha um blog secreto que apaguei hoje completamente. Se tivesse escrito no papel as coisas poderiam continuar, mas assim ...não.
Que fartura de mim!

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

esta difícil vida...

E pronto, cá estou eu. Não tenho a loucura exactamente na cabeça, mas tenho uma série de coisas a fazer e pouca vontade de começar...
quando se começa a ficar em casa, a trabalhar aqui sem ter que enfrentar diàriamente as intempéries...torna-se mais dificil sair à rua... Ainda outro dia saí a ver preços de coisas que preciso de comprar e vim para casa com o pensamento de que é melhor não sair porque está tudo caríssimo. Ou melhor eu é que ganho pouco...
Esta difícil vida...

Domingo, Outubro 22, 2006

sem razão

Hoje o parque foi só para mim!
O tempo está de chuva e as pessoas preferem ficar em casa... A temperatura era o mais amena possível e eu e o 'beethoven' regalàmo-nos com o passeio.
Gosto destas manhãs de Outono, mornas e com uma leve brisa, que me faz elevar num mundo de sonhos inatingíveis mas que mesmo assim não doem...
Ou então sou eu que hoje me sinto particularmente feliz, sem ter nenhuma razão para isso...

Sábado, Outubro 21, 2006

Life is a tale, full of sound and fury, told by an idiot and signifying nothing.


Tal é neste momento a minha vida...
Assim, vou fazer o que mais gosto: sentar-me no meu terraço, ao parco sol deste dia de outono, e--------------------

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

A Republica vista de casa

Ontem falou-se da República e eu lembrei-me do meu avô materno.
Ele era um dos republicanos mais renhidos lá na nossa terra, dizia a minha mãe, e chegou mesmo a estar na 'lista negra' dos monárquicos. Nunca soube o que significava esta 'lista negra', mas coias boa não era pela aflição com que a minha avó vivia as sucessivas quedas dos governos republicanos e as revoluções monárquicas que se anunciavam.
Telefones não havia. Sabia-se das coisas pelo telégrafo.O homem do telégrafo era republicano e lá mandava os recados ao meu avô...
Às vezes, tinha que pegar na mulher e nos filhos e ir a cavalo, de noite, para casa de uns primos que viviam numa aldeia perdida na serra...
Outras vezes, a minha avó acordava com o barulho dos cascos dos cavalos a descer a calçada da nossa porta e ficava a tremer até eles passarem...
Não. Desta vez não eram os monárquicos...
Era só a Guarda Republicana a fazer a ronda habitual...

Domingo, Outubro 01, 2006

O último dia de trabalho

No meu último dia de trabalho levantei-me às oito e meia da manhã. Estava mesmo bem disposta, isto é, sem aquele sentimento de peso em cima das costas... Tomei o pequeno almoço que me soube melhor que outro qualquer, e fui passear o 'beethoven' para o parque. Dei só uma volta pensando que era a última vez que fazia isto à pressa.
Quando cheguei ao hospital consegui pôr o carro num lugar espectacular, perto da porta da entrada. Na UIDA esperava-me uma última acção de formação, sobre 'Demências' feita por um médico vaidoso que trabalhava para o laboratório Bial que tem um medicamento (Prometax) que actua assim e assado...
( Uma tristeza a forma como as pessoas encontram justificações para os papeis que vão desempenhando nesta vida...)
Depois almocei com a Luisa no bar do hospital porque de tarde havia uma apresentação de um programa informático para registo das fichas dos doentes... etc., etc....
Eram quase cinco horas quando saí do hospital. Não disse adeus a ninguém. Saí sozinha, meti-me no carro e vim para casa. Afundei-me no meu sofá e dormi uma hora.
Só depois disto é que acordei para a vida.