às vezes...
Às vezes perco a cabeça.
Tive a sorte de trabalhar até há bem pouco tempo num serviço em que o bem estar e o interesse dos doentes estavam acima de tudo. Havia poucos papeis - só os necessários para que os registos da realidade se não perdessem a fim de poupar as pessoas às repetições dolorosas das suas histórias complicadas. Era um serviço sério. Os funcionários não se poupavam a esforços, a pôr-se em questão, às vezes com interpretações dolorosas da sua psico-patologia, para que os doentes pudessem ter um espaço asséptico para emergirem como sujeitos.
Depois tudo mudou.
Isto parece a canção alsaciana...
É que eu às vezes perco mesmo a cabeça...
Depois tudo mudou.
Isto parece a canção alsaciana...
É que eu às vezes perco mesmo a cabeça...
